Carga declarada como eucalipto escondia 13 toneladas de espécie protegida em Santos
A Receita Federal interceptou, em 25 de agosto de 2026, uma tentativa de exportação ilegal de madeira nativa protegida. A carga havia sido declarada como madeira serrada de Eucalyptus grandis, mas perícia do Ibama identificou a espécie Dalbergia decipularis.

A Receita Federal impediu, em 25 de agosto de 2026, a saída ilegal de 13 toneladas de madeira protegida pelo Porto de Santos. A carga continha exemplares de Dalbergia decipularis, espécie nativa brasileira conhecida como sebastião-de-arruda e incluída no Apêndice II da CITES, convenção internacional que regula o comércio de espécies ameaçadas.
A irregularidade foi identificada durante uma ação de inteligência. Na Declaração Única de Exportação (DU-E), o carregamento aparecia como madeira serrada de Eucalyptus grandis. A descrição, porém, não correspondia ao conteúdo encontrado pelos fiscais.
O Ibama prestou apoio técnico à operação e realizou a perícia que identificou e caracterizou a madeira. Após a confirmação da infração, o órgão ambiental autuou a empresa exportadora e efetuou a apreensão da carga.
A fiscalização também contou com a contribuição do Programa LEAP, conduzido pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). A iniciativa capacita agentes públicos para reconhecer e investigar crimes contra a fauna e a flora, além de estimular a cooperação entre instituições.
