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Outras Cargas11 de setembro de 20262 min de leitura

Exportações de lácteos da Argentina se aproximam de US$ 1 bilhão até julho

A Argentina exportou 259,3 mil toneladas de produtos lácteos nos primeiros sete meses de 2026, com o Brasil responsável por 51,2% das compras externas do setor.

Tanques metálicos de uma indústria de lácteos e caixas de produtos refrigerados em uma área logística
Contêm Insights Editorial

As exportações argentinas de produtos lácteos atingiram níveis recordes entre janeiro e julho de 2026. No período, foram embarcadas 259.282 toneladas, equivalentes a 1,8348 bilhão de litros de leite, com faturamento de US$ 987 milhões.

Na comparação com os primeiros sete meses de 2025, o volume comercializado cresceu 24,8%, enquanto os litros equivalentes avançaram 20,4% e a receita aumentou 18,4%. O resultado foi o maior da série histórica para o período, segundo dados do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA) e da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca do país.

O mercado brasileiro concentrou a maior parte dessa movimentação. O Brasil absorveu 51,2% das exportações lácteas argentinas no intervalo, à frente de Argélia, Chile, Arábia Saudita, Uruguai e China. A proximidade entre os dois países e a integração comercial ajudam a explicar a participação brasileira.

O leite em pó respondeu por 40,6% do valor exportado, seguido pelos diferentes tipos de queijo, com 27,8%. Também fizeram parte da pauta produtos como soro de leite, manteiga, muçarela e queijos semiduros.

As vendas externas representaram 28,7% da produção argentina de leite nos sete primeiros meses do ano, proporção próxima de três em cada dez litros produzidos. O consumo interno também cresceu no período, alcançando 4,99 bilhões de litros, alta de 4% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Apesar do recorde em volume e receita, o preço médio de exportação recuou. O valor por tonelada ficou em US$ 3.807, 5,1% abaixo do registrado um ano antes. Para os leites em pó, a média foi de US$ 3.671 por tonelada, queda de 7,1%.

O desempenho acumulado mantém a expectativa de que 2026 termine como o melhor ano da história argentina para as exportações de lácteos, caso o ritmo observado até julho continue.