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Portos e Terminais1 de setembro de 20262 min de leitura

Suzano entra no projeto portuário da Imetame em Aracruz

A Suzano firmou acordo para adquirir 10% da Imetame Logística Porto, com pagamento por meio da disponibilização de terrenos próprios. O empreendimento terá cinco terminais e começará a operar por etapas a partir de 2027.

Vista editorial ilustrativa de um complexo portuário em construção na costa do Espírito Santo, com cais, equipamentos de movimentação de cargas e navios ao fundo
Contêm Insights Editorial

A Suzano firmou um acordo com o Grupo Imetame para assumir 10% da Imetame Logística Porto, empresa responsável pela construção de um porto em Barra do Riacho, no município de Aracruz, Espírito Santo. O projeto tem previsão de inauguração em 2027 e representa a entrada da fabricante de papel e celulose na estrutura societária do empreendimento.

A participação será formada com a disponibilização de terrenos pertencentes à Suzano, localizados em áreas consideradas estratégicas para o projeto. A operação não envolverá pagamento em dinheiro e, segundo as informações divulgadas, não há previsão de capex associado à participação em 2026. A companhia também informou que a transação não altera o desempenho operacional ou econômico de sua unidade de Aracruz.

O porto foi planejado para reunir cinco frentes de operação: contêineres, carga geral, granéis sólidos, granéis líquidos e atividades ship-to-ship. A primeira etapa deve começar pela movimentação de carga geral, prevista para o início de 2027. Os demais terminais serão incorporados conforme o avanço do cronograma de desenvolvimento.

Na área de contêineres, o projeto conta com uma joint venture em que a Hanseatic Global Terminals, divisão de terminais da Hapag-Lloyd, detém 50%. Essa operação está prevista para meados de 2028 e poderá alcançar capacidade futura de 1,2 milhão de TEUs por ano, com 750 metros de cais e profundidade de 17 metros.

Para a Suzano, o acordo combina sua experiência em logística portuária com a transformação de terrenos próprios em participação em um ativo de infraestrutura. A empresa avalia que o empreendimento pode se consolidar como uma plataforma logística voltada ao comércio exterior brasileiro.